segunda-feira, 28 de abril de 2014

Suicídio e Culpa

O suicídio é sempre um tema sensível de ser abordado. Aliás, todos os temas que envolvam morte o são. Apesar de ser a coisa mais certa que temos na vida, ainda existe muita relutância em pensar e falar sobre este tema. Eu penso que será assim para sempre. Não temos educação para a morte porque são raras as pessoas que a encaram como natural. E encarar como natural não é pensar "pois... tem de ser assim. É a vida". Não. Não basta pensar assim, é necessário agir em consonância. Esta é, sem dúvida, a parte mais complicada, não é? Agir como se a morte fosse natural. Ela dói, faz-nos sangrar, faz-nos até querer morrer juntamente com aqueles que morrem e nos são tão queridos. É difícil aceitar que aquela pessoa não vai estar mais ao nosso lado. Difícil consciencializar que já vivemos tudo o que tínhamos para viver com aquela pessoa. 
Para além de todos estes sentimentos de tristeza e angústia, a morte por suicídio traz consigo também, na grande maioria dos casos, o sentimento de culpa. 
Perguntas como "porque não notei que ele não estava bem?", "eu devia ter sentido a tristeza que ele tinha..." , "se eu tivesse estado mais presente isto não tinha acontecido". Estas questões são muito comuns e é necessário ter noção de que elas só levam a pessoa para um caminho de amargura e de sentimentos negativos que são prejudiciais. 
Nós não sabemos, nunca sabemos como se sente realmente uma pessoa. Por muito próxima que seja de nós e por muito que a conheçamos "melhor do que ninguém". E até conhecemos. Mas existe sempre o "eu" e o "tu", que separa aquilo que sentimos daquilo que o outro sente. Por muito empáticos que sejamos. 
A pessoa está mesmo ao nosso lado e agora ela sorri, brinca connosco, solta umas gargalhadas e aparentemente está tudo ajustado. Por dentro, pode estar um caos e isso não transparecer absolutamente nada... a nós, que estamos mesmo ali ao lado. Ninguém consegue ser o outro, entrar no outro, ver o outro como se fosse... o outro. Ninguém. Porque ninguém é o outro. Por muita empatia, amizade, relação. E é bom ter consciência disto para tentar evitar culpas... Culpa de não ter visto, sentido, percepcionado. Não há falhas quando fazemos o melhor que podemos e quando vamos até onde nos é permitido ir. Somos apenas humanos, como todos os outros. 

segunda-feira, 14 de abril de 2014

A Ironia da Vida e as Decisões

Ao longo da vida somos confrontados com muitos momentos irónicos. Parece que a vida se ri de nós, troça das nossas dores. Dá-nos a sensação de que, por algum motivo ainda desconhecido, nos quer fazer ver algo... Porém, no momento a única coisa que conseguimos realmente ver é uma situação irónica, ridicula e injusta, que foge ao nosso controlo e ainda assim somos obrigados a ter de a controlar. Controlamos a ira, a frustração e a dor de pensar que o caminho que seguimos é exactamente o que não deviamos seguir, enquanto que... nos surgem oportunidades de seguir novos caminhos quiçá mais alegres e não estamos minimamente interessados em segui-los. Tendemos sempre para o lado mais dificil ou.. será.. que é a vida que nos apresenta dificuldades atrás de dificuldades? Porque será que em 3 caminhos fáceis, "escolhemos" precisamente o único que é mais dificil? Será que se escolhessemos os outros seriam esses os mais dificeis também? Será que não? Bem, a vida não é feita de "se's" mas sim de realidades. O certo é que não escolhemos absolutamente nada... a vida encarrega-se de nos colocar situações fáceis ou dificeis, sem que tenhamos tempo para perceber o grau de dificuldade. Só entendemos quando já não há "escolha", porque já lá estamos. Tenho a certeza que muita gente compreende o que estou a dizer... isto acontece em várias áreas da vida. Os mais cépticos dirão certamente que escolhemos sempre os caminhos que seguimos. Terão certamente a convicção de que tudo o que fazemos tem consequências e que essas consequências são fruto das escolhas que fizemos. Eu não sou 100% céptica, mas também acredito nisso. Todas as escolhas geram consequências, sejam elas magnificas ou péssimas. No entanto, não tenho a plena convicção de que escolhemos, no verdadeiro sentido da palavra Escolha. Há coisas que não procuramos, não esperamos, não planeamos nem projectamos. Ainda assim... acontecem-nos. Foi uma escolha nossa? Só passa a ser uma escolha nossa quando, após vivenciarmos a situação e a conhecermos na realidade, decidimos (aqui sim.. decidimos!) continuar com ela ou sair. Mesmo assim será sempre uma incógnita e para as pessoas mais indecisas o "se" estará sempre presente, até a pessoa se esquecer totalmente da situação e a vida se for preenchendo com outras vivências. Decidir não é fácil e dependendo da personalidade de cada um pode tornar-se um verdadeiro caos. Capacidade de decisão. Escolher o caminho que devo seguir. Um assunto que dava pano para mangas e que talvez vos fale noutro dia.
Realmente muitas vezes a vida parece estar a gozar connosco.
A solução passa por pensar que temos controlo sobre a nossa vida para decidir o que nos faz bem do que nos faz mal. E temos mesmo! Ninguém tem o poder de decidir isso por nós. Só nos sabemos o que nos faz sorrir e o que nos faz chorar. Só nós sabemos como estamos bem e como estamos mal. Essa decisão é nossa, independentemente do que nos surge na vida. Estarmos bem connosco é a base para conseguirmos sorrir com vontade, qualquer que seja a escolha. Devemos pensar nas vantagens e desvantagens de seguir por um caminho. O coração ajuda-nos a decidir e a cabeça dá-nos ferramentas úteis para racionalizar as nossas emoções. O equilibrio não é fácil, mas é possível.

domingo, 13 de abril de 2014

Diz que hoje é Dia Internacional do... Beijo!


Não podia ter escolhido melhor dia para dar início a este blog. Falar sobre beijos é sempre uma coisa boa, independentemente de ser neste dia ou noutro qualquer. 

Eu sou da opinião que qualquer dia é bom para dar beijinhos. Quem não gosta de receber e dar umas boas beijocas? É um acto de carinho e uma demonstração de afecto para com as pessoas que amamos. Tal como os abraços, as caricias e os miminhos, no geral!
O ser humano precisa de afecto. Uns mais do que outros. Mas todos nós temos a necessidade de nos sentir amados e queridos pelas pessoas que amamos. Desenganem-se os que pensam que só as crianças precisam de colo. Em adultos, continuamos a sentir falta de colo, de abraços, de miminhos e de sentir a proximidade física com os que nos são queridos. Há muitas formas de exteriorizar emoções, uma delas é através do contacto físico.
Um abraço e um beijinho fazem "milagres"! Não há nada como uma boa beijoca para libertar coisas boas no nosso organismo e deixar-nos alegres o dia todo!